Muitas vezes a corrupção está nos olhos de quem vê, e não naquilo que está sendo observado, refletindo com a ligação de Nami e o dinheiro
Em One Piece temos a personagem Nami, ela foi uma das primeiras companheiras de tripulação do protagonista, e é apelidada de a “Gata Ladra” por ser especialista em furtar coisas dos outros sem que estes percebam, tendo assim quase que a furtividade de um Gato mesmo, mas existe algo bem curioso sobre ela, muitos olhando erroneamente para a personagem poderiam pensar que ela é a personificação da Ganância, ou até mesmo ela seria aquele exemplo que deve ser evitado quando a Bíblia nos adverte que “...o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males…” (1 Tm 6:10), porque por mais que o dinheiro em si não seja um problema real ao contrário do que alguns pensam, amar ele, e colocá-lo acima de tudo é, este é o grande pecado e problemas de muitos que transformam ele em seu deus, e no motivo e razão principal de suas vidas, mas por incrível que pareça no caso da Nami, nem tudo é tão simples quanto parece, ela não é uma mulher tão egoísta quanto muitos acham, na realidade é muito mais fácil enxergá-la como uma “criança traumatizada” que já se feriu muito no passado.
A Nami surge para nós como uma órfã abandonada, até que alguém cruzou seu caminho e a salvou dessa solidão, esta era Bellemere, uma antiga marinheira, que abandonou sua carreira para cuidar de Nami e Nojiko sua irmã, se tornando mãe das garotas, e nisto fazia o possível para cuidar delas, mesmo que obviamente levando em conta que ela abandonou a carreira dela para ter tempo para ser mãe e dar atenção das duas, isto também dificultava tem recursos monetários suficientes para oferecer às duas tudo que elas queriam ou precisavam, mas ainda sim, elas viviam juntas numa Vila bem pacífica, até algo bem triste aconteceu, Piratas invadiram aquele local certo dia.
Eram Arlong e seus irmãos, eles não estavam chegando somente para saquear a Vila, no sentido de que iriam atacá-la e roubá-la e depois irem embora, não, eles vieram para ficar, se considerando os novos governantes daquele lugar, e a partir de agora seria cobrado uma taxa pelas próprias vidas, teria um custo de 100 mil Beli por adulto e 50 mil Beli por criança, caso ninguém pagasse a Vila seria completamente destruída, caso uns pagassem e outros não, quem não pagasse seria eliminado, enquanto quem pagou seria poupado, só que aqui temos um problema, Bellemere vivia com suas duas filhas, só que ela só tinha 100 mil Beli naquele momento, então não era possível pagar por toda a família, e nisto pensaram em criar um plano para esconder as meninas, e assim Arlong não ficaria sabendo que elas existem ali, e assim a ex-marinheira pagaria somente por sua própria vida, porém, nem tudo correu como o esperado, sim, Bellemere pagou Arlong os 100 mil, mas enquanto o vilão está indo embora com seus homens, somos colocados de uma das cenas mais tristes da ficção.
“Esperem quem disse que eu paguei a minha parte? Os 100 mil que eu dei são pelas minhas filhas, eu tô sem nenhum tostão. É que eu não posso negar a minha família, mesmo que isto custe a minha vida… por favor realizem os seus sonhos, quero que vivam, Nojiko e Nami amo vocês…” (Bellemere)
Ele poderia ter feito o que consideravam o mais esperto, ter escondido as meninas e fingido ou falado que não tinha filhas, principalmente que não sendo ela mãe de sangue era um pouco mais complicado até comprovar que ela tinha crianças, mas ainda sim, a mentira era insuportável, mesmo que para salvar a própria vida Bellemere não estava disposta negar ou fingir que suas filhas não existissem, e assim, no final ela ao invés de pagar pela própria vida com o dinheiro que tinha, pagou pela vida das duas meninas, também tem um fator importante aqui, mesmo que ela ocultasse Nojiko e Nami isto não garantiria que o Arlong não descobriria as duas, e talvez no final por não terem dinheiro ambas morressem também, era um risco que aquela mãe não estava disposta a correr, além de que mesmo que não fossem suas filhas de sangue, ela era realmente a mãe daquelas meninas, e uma mãe de verdade jamais negaria suas crianças, fingindo que não são suas, mostrando aqui não somente o amor de Mãe, mas também ele misturado com o Ágape, sacrificando sua própria vida pelo bem das pequenas.
E eu não sei se você já conseguiu juntar os pontos, mas vou ser bem direto caso não, se Nami tivesse dinheiro naquele momento, sua mãe não teria morrido, não é uma suposição, Arlong era um vilão terrível, porém, os moradores que pagavam realmente permaneceram vivos, tanto é que você pode ver alguns até no tempo presente, então sim, se ela tivesse dinheiro teria conseguido proteger sua família, só que ela não tinha, e esta é a real relação de Nami com o dinheiro, é algo que é movido mais pelo amor, do que pela ganância real, e não o amor ao dinheiro em si, mas as pessoas que são importantes para ela, e de certa forma para que ela própria pudesse se cuidar também, porque a chegada de Arlong ela não perdeu somente sua mãe.
Ela se tornou quase como uma escrava de Arlong, que viu na menina potencial em seus desenhos que poderiam ser bem úteis para pessoas que vivem navegando pelo mar, e assim, naquele dia ela perdeu também sua infância, ela perdeu uma parte preciosa da vida do ser humano, simplesmente porque não tinha dinheiro, e mais que isto, a grande ambição dela em juntar muito dinheiro com o tempo era simplesmente para poder “comprar sua Vila”, ela estava almejando e fazendo o possível para juntar uma enorme quantia de valores, não somente para conseguir sua própria liberdade, mas também de todas pessoas daquela Vila onde sua mãe a criou, ela aprendeu a buscar o dinheiro a todo custo, porém, com um motivo por trás disto, para que nunca mais ela perdesse alguém importante porque faltou dinheiro para ela.
Sim, por mais que ela pareça bem avarenta, em diversos momentos, a real intenção dela é algo mais ou menos assim “É melhor ter e não precisar, do que precisar e não ter”, tanto é que tem um momento que seu mundo quase desaba de novo, isto aconteceu lá em Sabaody, estamos diante de um leilões de escravos, e Camie, uma sereia amiga dos protagonistas estava sendo leiloada, Nami estava disposta pagar todo dinheiro acumulado até aquele momento para poder comprar a liberdade da amiga, quando ela percebeu que os lances ultrapassaram o valor máximo, o desespero tomou conta, ela se via diante do trauma do passado novamente, mais uma vez, sentia que ia perder alguém importante, porque não tinha dinheiro suficiente para salvar esta pessoa.
O maior problema do dinheiro não é o objeto em si, e sim com o propósito que você usa ele, e que infelizmente mesmo no mundo real a ausência dele pode custar caro, imagine precisar de um remédio com urgência para você ou para um ente querido, buscar ajuda do Estado e este te ignorar, sendo necessário entrar com um Processo Legal para ver se fazem algo, porém, a pessoa não pode esperar pelo remédio, quanto mais o tempo demore, maior a chance daquela pessoa queria morrer e assim mesmo que posteriormente conseguisse, já de nada serviria o remédio, tem tantas doenças ou problemas que são tão agressivos, que mesmo se conseguir urgência nisto, pode não ter tempo suficiente para fazer algo em alguns casos, ou até mesmo no passado, curiosamente já houveram pessoas que tentaram fazer como Nami querendo comprar sua amiga somente para libertá-la, sim, por incrível que pareça na época da escravidão existiam pessoas que iam aos leilões de escravos tentar comprá-los, não para usar eles para seu próprio interesse, e sim, para poder libertá-los posteriormente, trazendo assim uma vida mais digna a muitos no passado.
Existe uma máxima de que, o Dinheiro não compra a felicidade, isto é verdade, existem pessoas que mesmo com muito Dinheiro estão afundadas na depressão, mas isto não quer dizer que ele seja inútil, ou mais que isto, que ele não possa ser usado para a glória de Deus e pelo amor ao próximo, como disse o maior erro que alguns cometem, é distorcer o versículo que mencionei anteriormente, o dinheiro em si ele não é mal, não é ele que é a raiz de todos os males, e sim, o amor a ele, idolatrá-lo como o deus de suas vidas, que mesmo que alguns não façam isto falando expressamente, agem dessa forma, e assim o é com muitas coisas na nossa vida até, as pessoas demonizam coisas que não são nem boas nem ruins por si só, o que tornará elas puras ou pecaminosas é a forma como serão usadas, é igual um remédio, aquele clássico “a diferença entre salvação e veneno e está na dosagem”, tem remédios que numa dosagem baixa nada vão fazer, na dosagem certa vão ajudar muito, mas numa dosagem muito alta podem matar, mas não é porque a dosagem alta pode matar que devemos demonizá-lo, e evitar usá-lo para salvar quem precisa nas dosagens corretas.
Eu entendo muito bem do que estou falando neste sentido, mesmo não sendo um expert na área, simplesmente pelo fato de que eu preciso fazer uso contínuo de remédio para a minha saúde, e sem ele passarei muito mal e não terei uma qualidade de vida decente, mesmo que ele por si só não seja suficiente para curar, já que se trata de algo que não existe cura, e remédios assim são caros, consultas ao médico também, principalmente um Psiquiatra, por exemplo, e são coisas que muitas vezes talvez você não consiga de graça, tem gente que consegue, mas muitos outros não, e assim a pessoa pode perder boa parte da qualidade de vida que poderia ter com esse auxílio, simplesmente porque faltou o dinheiro para isto, e isto já levando em consideração que graças a Deus com o tempo criaram os genéricos com quebra de patente de remédios caros, mesmo assim, tem muitas medicações que são bem custosas, e que se as pessoas tivessem acesso suas vidas mudariam da água para o vinho.
Falar em vinho, é útil para um exemplo importante, o Apóstolo Paulo ele já literalmente usou o Dom de cura em alguns momentos, mas mesmo este Dom ao contrário do que alguns imaginam, ela não se aplicará a todos, independente se a pessoa tem fé ou não, existirão casos que você vai ter que fazer o possível da sua parte, e temos um caso assim na Bíblia "Não continue a beber somente água; tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades." (1 Tm 5:3) O Apóstolo Paulo simplesmente está passando um conselho de cuidado pessoa para seu discípulo Timóteo, devido a enfermidades que este passava, porque foi simplesmente um caso que a cura divina não se aplicaria, porque por mais que alguns alcancem a cura milagre, ainda sim, existem outras lições nas enfermidades ao longo das eras, e nem todo mundo será curado assim, às vezes você mesmo tendo uma fé capaz de mover montanhas, terá que seguir o mesmo tratamento que um ateu, e assim Paulo fez o possível para ajudar Timóteo, mesmo não podendo curá-lo, exortou ele que tentasse certas coisas para aliviar aquele sofrimento, a parte mais curiosa é que, sim, o conselho do Apóstolo faz sentido, e poderia ser bem útil ao caso do seu discípulo, e é tão genial, que também tem a palavra “um pouco” ali, porque era algo que na quantidade certa poderia ajudar, se exagerasse no final poderia mais piorar o problema do que aliviar a dor. Agora um dos exemplos que mais gosto de usar para explicar como um objeto por si só pode não ser tão mal quanto parece, está justamente em uma genealogia, e uma genealogia maligna, por assim dizer:
“E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão.” ( Gn 4:21)
No meio da linhagem maldita de Caim, que havia sido amaldiçoado por Deus depois de matar seu irmão, nós encontramos um tal de Jubal, mas tem algo curioso sobre ele, ele era o “pai de todos os que tocam harpa” indicando no caso que ele inventou este instrumento, ou seja, a Harpa surgiu no meio dos ímpios, mas quero que seja sincero e resposta uma pergunta, isto impediu que este instrumento fosse usado para a Glória de Deus posteriormente? A resposta é óbvia, não, não impediu, mais que isto, temos um exemplo bem interessante, enquanto o Rei Saul estava sendo atormentado por um espírito, era justamente tocando uma Harpa que Davi conseguiu apaziguar o sofrimento do Rei, a origem não corrompeu o objeto, mais uma vez, o ponto mais importante era simplesmente, quem estava usando, e qual a finalidade, é possível ver que ela foi usada com bons propósitos em outros momentos também, até mesmo para louvar a Deus "Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa." (Salmo 150:3) O grande problema é que estamos cercados de fariseus modernos, pessoas que colocam fardos sobre os outros maiores do que aquele que Deus ordenou, o pecado existe sim, e existem coisas que por si só são pecaminosas, mas isto não se aplica a tudo, é possível que algo que veio de uma origem ímpia no final sirva para a glória de Deus, e sendo bem sincero, no caso se a pessoa quiser evitar 100% das coisas que tem origem secular, ela não deveria estar usando a Internet para início de conversa, porque esta invenção que tanto nos ajuda hoje em dia, teve forte influência por alguns indivíduos ateus, mas óbvio que não é necessário chegar a este extremo, a questão é que alguns fazem dois pesos e duas medidas, só evitam o que convém a eles, criando certos ensinamentos distorcidos, e tornando pecado o que não é.
Pior de tudo é que pessoas achando estarem bem intencionadas podem estar destruindo ou até acabando com a vida de alguém, com essa demonização daquilo que não é demoníaco por si só, não percebendo que o “demônio” na realidade está em si mesmo, sim, não é o objeto em questão que é pecaminoso, e sim seus próprios, olhos como afirmou Paulo “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.” (Tito 1:15) Para quem está contaminado tudo está contaminado, muitas vezes não é objetivo em si que está corrompido e sim a própria pessoa, e a mesma lição é passada por Jesus, que escandalizou os fariseus daquela era, e de igual forma escandaliza os fariseus modernos “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.” (Mt 15:11) Mostrando que o real pecado não estava naquilo que entrava nas pessoas, fazendo referência as comidas que alguns por si só já evitavam, e evitam ainda hoje, mas sim, no que saia, no que já está dentro de você, que é a maldade do seu próprio coração enganoso, e assim, muitos são privados de coisas que poderiam ser úteis, poderiam edificá-los ou até salvar suas vidas, simplesmente tornando pecado aquilo que não o é.
E meu maior problema com as pessoas que demonizam o que não é demoníaco, é que eles são culpados pelos sangues de diversas pessoas, já vi pessoas que ao invés de fazer um tratamento médico, seja no âmbito físico, seja no âmbito psicológico, acreditaram em falsas promessas de curandeiros mentirosos de religiões diversas, e acabaram morrendo, o sangue destes esta na mão destes falsos profetas e profetizas, e muitas vezes isto acontece até dentro da sua própria casa, com aqueles que mesmo tendo condições financeiras de fazer algo, impedem que algum ente querido tenha acesso à algum tratamento, algo bem comum em algumas vertentes é demonizar a Psicologia, quando na realidade o demônio está dentro deles próprios, a Psicologia nada mais é do que o que eu já disse até aqui, ela tem sim pessoas que a usam para o mal, como é do famoso Sigmund Freud que trouxe no meio do que ensinava trouxe também péssimos ensinamentos que, um exemplo simples, é que alguém buscando ajuda para lidar com questões do Autismo e procurar alguém que siga a linha psicanalista de Freud muito provavelmente vai só desperdiçar seu dinheiro em vão, porque os ensinamentos daquele homem são inúteis para esta área, na realidade é possível até mesmo ver que em certos países existe até mesmo a recomendação expressa, em casos de TEA evitar a psicanálise, ainda sim, existem muito bons profissionais que podem ajudar e ajudam muito a vida de diversos cristãos.
Outro caso muito grave, se dá na transfusão de sangue, aonde erroneamente algumas pessoas condenam aquilo como pecado, ao ponto de preferir deixar alguém morrer ao invés de salvá-la nestes casos, no final estas pessoas descobriram de maneira amarga que se não se arrependerem serão cobrados pela morte dos seus entes queridos, parecido como Deus questionou Caim, sobre onde estava Abel, mas já sabendo a resposta, Abel morreu por culpa de Caim, igual muitas pessoas morrem por culpa daqueles que deveriam cuidar deles, sim, em casos que até tem o recurso financeiro por isto, optam simplesmente por serem omissos e deixar a pessoa sofrendo ou até vir a óbito, e no final pensando estar zelando pela Palavra de Deus, estão quebrando um dos principais mandamentos que é o de amor ao próximo, é muito importante ter discernimento, e entender que tem muitas coisas que podem ser usadas para o bem, e não existe nada de errado nelas, ou mais que isto, em alguns casos errado é você não fazer uso delas, e deixar pessoas importantes para você sofrendo enquanto poderia fazer algo para ajudar, e assim, muitos que se acham santos tem suas mãos manchadas do sangue de inocentes sem nem perceber, e no final até o inverso é possível, sim, no final das contas a corrupção de muitas coisas não está naquilo que está sendo observado, e sim em quem está observando, que no final por sua própria maldade só consegue enxergar meios malignos de usar aquilo.

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