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Depois das Trevas vem a Luz com a obra Yu-gi-oh e seu autor


Algumas décadas atrás um autor começou a escrever uma obra de Terror, que trazia dentro dela alguns estilos de jogos diferentes, era uma das vontades do autor escrever algo focado no terror e nos mistérios e sobre a sociedade humana, meio que conflitos eram resolvidos com estes jogos, porém, as coisas não estavam correndo como este autor esperava, sua obra estava fracassando, e as chances de sua obra serem canceladas eram reais, então algo foi feito, entre os vários jogos que aquela obra introduziu em seus capítulos, resolveram colocar um jogo de cartas, e ali era o começo de um dos maiores card games da história, Yu-gi-oh.


Agora acompanhamos uma história que ainda existe escuridão, porém, aonde a luz brilha mais forte ainda, com a jornada de Yugi Muto e seus amigos, bem no começo do anime clássico o protagonista conseguiu montar o Enigma do Milênio um artefato egípcio antigo e poderoso, que permitiu a ele posteriormente ter acesso ao Faraó Atem em seus duelos, mas isto aqui é um pouco mais profundo do que parece, o Yugi ele não era alguém popular por assim dizer, e ao concluir aquele enigma, o desejo do coração de Yugi era simplesmente “ter um amigo de verdade”, talvez seja mera coincidência, talvez isto tenha colaborado para que isto acontecesse, mas pouco tempo depois ele conseguiu amigos sinceros, como era o caso de Joey Wheeler, Tristan Taylor e Téa Gardner


A obra ainda tinha sua escuridão, como era no começo, porém, a escuridão serve mais como um meio do que como um fim, é como as trevas da noite no céu que permitem que assim possamos ver mais nitidamente o brilho das estrelas, enquanto de dia mesmo que elas brilhem muito a maioria é invisível aos olhos humanos, prosseguindo, um grande evento do jogo de cartas seria realizado, por ninguém menos que o criador daquele jogo, ao mesmo de certa forma que criou já que na prática este jogo era muito mais antigo do que a maioria imaginava, só que ele pensou num jeito mais pesado de convidar Yugi para jogar, sequestrando e aprisionando seu avô querido que foi quem ensinou ele a ter amor por aquele jogo, o ensinou o que muitos consideram como um clichê mas que é muito mais profundo do que parece o “Coração das Cartas”, isto que anteriormente permitiu que Yugi usando o baralho de seu avô derrotando o poderoso Seto Kaiba alguém extremamente rico que tinha acesso facilmente as melhores cartas, mostrando a ele que “O baralho de meu avô não tem nenhuma carta patética.”


No final das contas Yugi foi para o evento na Ilha dos Duelistas para tentar salvar avô, e levou junto seu amigo Joey, que não havia sido convidado, ele foi pelo dinheiro da premiação, mas calma, na realidade Joey tem um coração enorme e é uma pessoa muito melhor do que você pode pensar à primeira vista, o primeiro exemplo é que quando Weevil um dos duelistas que também estava indo para a Ilha com eles enganou Yugi e pegou as cartas mais poderosas do seu baralho e jogou na água, as mesmas que ele usou para vencer Kaiba, Joey simplesmente pula do Navio na água gelada para tentar resgatar as cartas de seu amigo, só que a motivação do personagem indo para o evento era muito maior do que só o dinheiro, sua irmã querida precisava de uma cirurgia para poder enxergar, e isso é extremamente caro, ele não tinha a mínima condição de pagar por isto ou ajudá-la, então com o prêmio do evento que Pegasus realizaria ele encontrou uma possibilidade de ajudar sua irmã.


Cada participante recebiam duas estrelas, e precisavam juntar 10 para poder ir para as partidas finais, as estrelas eram adquiridas derrotando os oponentes, Joey estava sendo barrado a princípio por não ter o convite nem as estrelas, ali Yugi ensinou que muitas vezes é dividindo que você multiplica, ele deu uma de suas estrelas para que Joey pudesse participar do evento também, isto era bem arriscado, porque com apenas uma estrela uma única derrota os eliminaria, mas ali Yugi estava apostando no “Coração das cartas” que seu avô ensinou, no final deu certo, ele e Joey enfrentam adversários poderosos, duelistas que estavam entre os melhores de sua geração, mesmo eles sendo tecnicamente novatos, ambos conseguiram triunfar e chegar ao castelo do Pégasus onde as partidas finais aconteceriam.


Posteriormente ao avançar das partidas era o momento dos dois amigos se enfrentarem, Yugi levou a melhor, é um momento um tanto quanto controverso para o público por assim dizer, já que ele ganhou por culpa própria por assim dizer, já que ele ganhou graças a uma carta que ele mesmo deu ao Joey no passado, mas ao mesmo tempo essa carta era um Ás do baralho do Joey e o ajudou muito em diversos momentos, mas mesmo assim, aquele momento não afetou a amizade dos dois que permaneceu inabalável e assim o protagonista prosseguiu para o embate mais difícil, o duelo contra Maximillian Pegasus, imagine você ter que enfrentar o criador de um jogo? quem mais entenderia sobre aquele jogo de alguém assim? isto por si só já seria um peso considerável mas a questão é muito mais profunda do que parece.


Enquanto Yugi tem acesso ao Enigma do Milênio tendo a ajuda de Atem, a realidade é que Pégasus também tem uma relíquia, o Olho do Milênio, e é basicamente algo que permite que ele roube, com esse item ele era capaz de literalmente ler a mente dos inimigos nada poderia ser oculto diante dele, ele conseguiria saber quais cartas estão em sua mão, quais você colocou virada para baixo, porque você usou tal carta, o que você estava pensando em fazer em seguida e por aí vai, era simplesmente um vantagem esmagadora neste tipo de jogo, aliado ao fato do baralho dele ser também muito forte tornava aquele embate bem difícil, foi assim que ele esmagou facilmente Seto Kaiba em duelo anteriormente, que também havia ido a ilha para salvar seu próprio irmão.


No desenrolar do duelo Atem e Yugi conseguem encontrar uma estratégia bem funcional por assim dizer, apesar deles compartilharem o mesmo corpo, são pessoas e almas diferentes, então funcionava assim, Yugi fazia a jogada, e logo em seguida trocava para Atem, assim nem um nem o outro sabia exatamente o que o outro fez, e de nada adiantaria Pégasus ler suas mentes porque a resposta não estava ali, mas aqui também temos algo que poderíamos chamar de salto de fé, ou simplesmente de fé e confiança na amizade, eles tinham que confiar plenamente que o outro fez a melhor jogada, mesmo sem saber exatamente o que o outro fez, e nisto eles estavam conseguindo vencer o adversário que a princípio parecia imbatível.


Mas como disse, apesar de não ser mais uma obra de Terror, aqui ainda existem trevas, até de uma maneira literal, Pégasus usa mais dos poderes de sua relíquia, que em determinado momento acaba fazendo Yugi desmaiar já que apesar de tudo ele era um humano comum, nisto Atem estava sozinho e sua principal arma contra Pégasus havia sido inutilizada, e com o vilão conseguindo prever de maneira perfeita tudo que ele faria a esperança parecia ter morrido, porém, também é importante lembrar do que disse, as trevas não estão aqui como um fim, mas como um meio, um meio para mostrar que depois das trevas vem à luz, primeiro Atem tem uma visão com aparência de Solomon Muto que o faz entender que Yugi não havia morrido ainda estava ali com ele, mas logo vamos para um momento muito bonito.


Do lado de fora daquele ambiente de trevas, mesmo sem poder ver seu amigo duelando contra Pégasus, estavam Joey, Tristan e Téa, humanos comuns, mas amigos, amigos sinceros e de verdade, que queriam fazer algo, e eles tentaram fazer algo e conseguiram, fazendo quase que como preces por seu amigo, que no final, mostrando de maneira literal como “a oração do justo é poderosa e eficaz”, da próxima vez que Pégasus foi tentar ler a mente de Atem ele se surpreendeu, era como se os amigos de Yugi estivesse literalmente ali junto dele criando uma barreira espiritual de luz, dentro daquele ambiente de trevas, protegendo a mente de Atem e impedindo o vilão de lê-la, Pégasus tinha o poder das trevas, não de maneira teórica, mas sim de maneira literal, era um artefato milenar com grandes poderes, já os amigos de Yugi são seres humanos comuns, e aqui nós vemos uma face do “Coração das Cartas” em ação, ou o famoso “Poder da Amizade” no anime, ou você simplesmente interpretar isto como literalmente o que disse, que uma oração sincera, mesmo de um humano sem poderes, pode vencer até seres malignos de grande poder, eles queriam ajudar, e mesmo sem ferramentas literais para isto, eles conseguiram, as trevas eram fortes, mas a luz era mais, e graças a intervenção dos amigos de Yugi no duelo, a vitória foi garantida ao protagonista e com isto ele resgatou o seu querido avô, e ainda foi um verdadeiro amigo, um exemplo do Ágape, o prêmio era dinheiro para caramba, muita gente teria deixado o valor número dele falar mais alto, mas o que Yugi fez? A resposta é simples, deu o valor integralmente para seu amigo Joey para que este pudesse pagar a cirurgia de sua irmã como ele pretendia no começo.


Existe uma razão especial por eu ter escolhido escrever sobre esta obra, e que é muito mais profunda do que os olhos podem ver à primeira vista, a primeira nuance dela é que no passado por causa de nomes como Gilberto Barros a obra e o jogo de cartas criado por Kazuki Takahashi foi estigmatizado, como algo de Satanás, algo provindo do mal, mas isto se dava pelo fato de que algumas pessoas são cegas, no caso eles ao invés de julgar pela reta justiça julgavam pelo que os olhos podiam ver, e os seus olhos só viam a parte das trevas por assim dizer, mas como disse, as trevas não eram um fim nesta obra, eram apenas um meio, um meio para que a luz brilhasse ainda mais forte, e temas relevantes como a amizade pudessem se destacar ainda mais, só que isto não para por aqui, infelizmente não parou, ou como disse o Mestre Ancião “É bonito, porém triste” quando Shiryu optou por se sacrificar.


Kazuki não estava escrevendo somente sobre os outros, de certa forma ele escrevia sobre si mesmo por assim dizer, é um caso em que o autor é de certa forma tão grandioso quanto a obra, sim ele era um humano imperfeito dentro dele tinham trevas também, assim como dentro de cada de um nós, porém, também tinha luz, ele fez no final a literal representação do Amor Ágape da maneira mais genuína e pura, lembram-se que Joey certa vez pulou na água para salvar as cartas de seu amigo? Então, digamos que alguém fez algo muito parecido por assim dizer, certo dia eu vi uma notícia que me chocou um pouco Kazuki Takahashi havia sido encontrado morto alguns pensaram que ele tinha se afogado por acaso, ou até se suicidado, mas na realidade, esta morte foi quando a obra transcendeu as páginas de um mangá ou a tela de um monitor e alcançou o mundo real.


Meses depois ao seu falecimento surgiu a verdade, o Major Robert Rogeau dos Estados Unidos contou o que houve, ele estava realizando um resgate de uma mãe e sua filha de 11 anos, e também de um soldado que havia tentado resgatá-las e não conseguiu por conta da correnteza, mas ali também estava o Kazuki, ele poderia ter simplesmente pensado “isto aqui não é problema meu”, sim muitos pensariam assim, mas ele fez diferente, assim como Joey não pensou muito e pulou na água para ajudar, ele fez o mesmo, ele pulou na água agitada e salvou 3 vidas, ele conseguiu salvar os outros, mas infelizmente no final acabou cedendo e a correnteza e morrendo por conta disto, certa vez Jesus nos contou sobre algo parecido, sobre o Bom Samaritano, os samaritanos eram odiados pelos judeus, por diversos aspectos, os judeus consideravam mais puros e mais nobres do que eles, mas nesta parábola Jesus mostrou um exemplo que justamente o Samaritano, aquele que era odiado, estava mais próximo de Cristo do que aqueles que frequentavam as sinagogas, porque diante de alguém necessitado, ele não pensou duas vezes e foi ajudar, foi o que Kazuki Takahashi fez, as 3 pessoas ali eram desconhecidas, ele não fazia ideia de quem eram, só sabia simplesmente que eram pessoas, mas não pensou duas vezes e colocou sua vida em risco para salvá-las, mostrando que na realidade o “Coração das Cartas” sobre o que ele escrevia era algo maior do que parece, era algo que estava presente inclusive dentro dele, aquele dia também poderia ser um dia de trevas, aonde 3 pessoas teriam morrido numa tragédia, mas no final a luz brilhou mais forte, foi ali quando um herói de verdade apareceu no mundo real e salvou 3 vidas abrindo mão da sua própria e como Jesus disse ninguém tem amor maior do que este de dar sua vida por seus amigos.


Eu vejo este exemplo como a forma literal do que Tiago disse, como se Kazuki Takahashi falasse para Gilberto Barros “mostra-me a tua fé sem obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”, foi a personificação literal da Parábola do Bom Samaritano, muitas pessoas, inclusive cristãos odeiam Kazuki e sua obra, simplesmente pelo preconceito simplesmente por terem olhos que só veem as trevas, mas na realidade essas trevas não eram algo somente para criar algo sombrio e diabólico como alguns pensam, mas sim para mostrar que depois das trevas a luz poderia vir, mostrar a amizade e a esperança, e no final das contas o autor mostrou isto não só em sua obra, mas também em sua vida, não seja como os religiosos hipócritas mencionados na parábola que citei, pessoas que dizem que estão indo adorar a Deus, enquanto ignoram seu próximo, como nos ensinou o Apóstolo João “não amemos de palavra, nem de língua, mas em obra e em verdade”, não que seja errado falar “Eu te amo”, obviamente não é, mas muitos “Eu te amo” são vazios, são hipócritas, palavras jogadas ao vento, porque na realidade a pessoa não ama, e nisto muitos são aqueles que honram Deus com os lábios mas seu coração está longe d’Ele, pessoas que são os fariseus modernos, que acham estar adorando a Deus, pensam ser justos e bom exemplo, mas são sepulcros caiados, bonitos por fora, mas mortos por dentro, e assim fazem como o fariseu que falou mal do publicano, assim como Gilberto Barros falou mal de Kazuki Takashi e de sua obra, mas na realidade o Publicano estava muito mais próximo de Deus do que o Fariseu, assim como também o Samaritano estava mais próximo de Deus do que diversos religiosos, é muito melhor você ter uma fé e um amor que não resumem somente a palavras, que muitas vezes são vazias, mas que consegue ressoar no mundo real com ações, ações esta que podem fazer muita diferença na vida do seu próximo.


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